Após anos, acordava pela primeira vez livre. Os animais que pareciam o comer por dentro pareciam saciados. Talvez tivessem escolhido outro para devorar. O vento tocava seu rosto e ele sentia a paz que tanto buscou a vida toda. O frio do vento e o calor do sol tocavam sua pele e lhe arrepiavam os pelos, como se sussurassem aos seus ouvidos palavras de amor. Por mais que tivesse de olhos fechados e corpo imóvel conseguia enxergar cada detalhe, cada cor, cada movimento. Uma vida inteira de angústias e agora se sentia sereno, por mais que não sentisse mais nada.
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