terça-feira, 10 de setembro de 2013

E eles se despediram como se fosse o fim. Por mais que tivessem a certeza que o reencontro seria breve, a dor que apertava o peito do desconhecido, do incerto, da dúvida, aquela dor tomava o corpo dos dois e eles se apertavam como se aquilo fosse uni-los mais. Mais um abraço, uma lágrima de um que cai na camisa do outro e é levada pra o outro lado do mundo. Um pedaço da dor materializada e incrustada naquela camisa xadrez que tinha tantas estórias boas pra contar. E algumas ruins, é verdade. Como a briga na estação por causa de… de algo que eles nem lembram o que foi, mas que fez os corações distantes por um minuto ou mais. O último olhar antes do embarque, o último aceno, a última imagem antes do novo mundo que os esperava. Parecia tão definitivo, tão ponto final, por mais que fosse uma simples vírgula, capricho do destino, e deles, claro. Eles sempre quiseram isso. Viver o mundo, correr por aí. E no dia que a coisa começa a se concretizar, parece que eles se perdem… Olhares, palavras e pronto. Separados por milhares de quilômetros. Sentado na poltrona, esperando a decolagem, um filme na cabeça e uma lança no coração. Um pedaço se vai e outro fica.

Nenhum comentário:

Postar um comentário