Pediu um beijo a ele e recebeu um “sinto muito”. Mas na verdade ela sentia muito. Muito amor, muita paixão, muito tesão. Ele, na verdade, não sentia nada. Saiu sentindo muito. Um muito que foi diminuindo, diminuindo, até não sentir tanto assim e de repente até não sentir nadinha. Ele, por sua vez, começou a sentir. No começo um pouco e logo um muito. E aí a frase fazia sentido. Sinto muito. E agora, era ele quem pedia um beijo e era ela quem respondia. Não sinto nada. Nada mais. Não mais.
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