terça-feira, 10 de setembro de 2013

Ela corria por entre as árvores e por mais que ele tentasse alcançá-la, não conseguia. Gargalhadas, cheiro cítrico e o cão a latir incessantemente. O mundo parecia parado, ou pelo menos em câmera lenta. Bem lenta. Onde era possível sentir cada aroma, até o da gargalhada estridente que ela dava a cada salto. Como num passe de mágica, uma borboleta toca-lhe a cabeça e aquela imagem parece fazer tudo ao redor brilhar. E de repente ele sente uma paz e uma liberdade que jamais seria capaz de descrever. E nesse transe esquece o mundo ao redor até que sente um toque leve na mão. - Vamos pai! E a gargalhada de quem descobriu ter dado um susto sem querer. E ele nem sabe mais se ele a guia, ou se é ela quem o mostra o caminho.

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