quinta-feira, 12 de setembro de 2013

De frente para ela, na presença do padre, jurou amor eterno. Novamente, agora na frente do juíz de paz, jurou fidelidade e amor até o fim da vida. Foram felizes para sempre por exatamente cinco meses. Depois cada um seguiu seu caminho. Algum tempo depois ele descobriu que sentia falta dela e ela dele. E começaram a se encontrar. E a rir novamente. Agora sem mais papel, sem benção, somente com o amor que parecia renascer e a crescer cada dia que tomavam café juntos. E prometeram não prometer. E juraram não jurar mais. Não colocar reticências onde cabiam tantas vírgulas e pontos. Alguns de interrogação, outros de exclamação, e caso tivesse que ser, um ponto final. Sem culpa. Sem medo. Apenas um ponto final na vida de cada um, como fizeram tantas vezes pra tantas outras coisas.

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