Resolveu encarar o estranho que a olhava de longe. Ele piscou. Ela corou. Ele enviou pela atendente um biscoito da sorte e um papel com nome e telefone. Ela abriu o biscoito. Pegou a mensagem e leu. Olhou-o novamente e sorriu. Nunca tinha feito algo tão arriscado. Ele se aproximou e perguntou se podia sentar. Ela assentiu com a cabeça. Conversaram por horas. Ela até perdeu o horário da consulta. Quando se deu conta, pediu desculpas e saiu correndo. Deixou sobre a mesa o telefone do estranho. Voltou várias vezes ao mesmo lugar, mas nunca mais encontrou o olhar que buscava. Nunca mais encontrou aquela coragem que sentiu naquele dia.
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