terça-feira, 10 de setembro de 2013

Após a briga, bateu a porta com força e saiu. Raiva saindo pela boca. Desceu as escadas aos pulos e parava a cada lance para xingar alto e algumas vezes esmurrou a parede na tentativa de dissipar a raiva. Nem sabia mais porque seguir aquele caminho se pareciam tão desencontrados em tudo. Ela sentada no sofá soluçava e enxugava o rosto como quem tenta se acalmar. Um segundo, e o sol que fazia lá fora se transformou em tempestade dentro do pequeno loft que dividiam. Lá fora ele enxergava tudo embaçado por causa das lágrimas e por mais que quisesse subir, pedir desculpas, dar um beijo, o orgulho jamais deixaria ele voltar atrás, ceder. Pela janela ela enxergava ele sentado nas escadas do lado de fora do prédio, fumando um cigarro atrás do outro, como quem tenta se matar aos poucos e assim matar a dor. Ele olha pra cima, embusca da janela deles, ela recua e se esconde atrás da cortina. E parece que se olham e se perdoam, mesmo sem se verem de fato.

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